quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Paris 2

Segundo Danuza Leão em seu novo livro Fazendo as Malas, "Se Paris não mudou em muitos aspectos, lamentavelmente mudou em outro – a tal da globalização está chegando lá a passos largos." Pode até ser, mas desconfio que sei em qual endereço: na Champs Elysées. Lá tudo é grandioso como as marcas que lá são vendidas e tão acessível quanto o teto da Basílica de São Pedro em Roma! E depois de descer ou subir esta rua você, maravilhado, tem vontade de voltar para o interior e então para tanto basta dobrar a esquina!
Pensar em Paris é lembrar que lá se respira cultura, assim como em Roma se respira história. Não que em Paris não exista história! Jamais quis dizer isso! Sua cultura é histórica! Ufa, acho que me fiz entender. Então, você entra no Museu do Louvre e se maravilha com as obras ali expostas, mas fica mais encantado com a simplicidade de uma aluna de desenho sentada frente a uma escultura fazendo seus traços atentamente numa folhinha rasgada de um papel jornal. Mas então você percebe que ela não é a única! Há uma turma inteira, de idade variada, abrindo seus banquinhos de camping e pondo-se a desenhar a mesma escultura que é feita em mármore, sob vários ângulos e tentando colocar no traço os mesmos detalhes que foram entalhados em pedra há tantos anos atrás onde a tecnologia não existia e a perfeição era feita apenas com a mão e o talento. Feliz deles que não precisam fazer isso por fotografia. Eles vão in loco... E então, andando mais um pouco uma pintora estava estabelecida frente a uma obra fazendo sua reprodução. Ali, com cavalete, tinta, removedor, blá, blá, blá....in loco, frente a frente...que inveja.... e olhando para o outro lado você vê crianças, adolescente, todas vindas da escola, com suas professoras, aprender no museu e não na página do livro ou na internet...o ingresso para eles é gratuito...nada como aprender assim!
Mas não é só em museus, nas igrejas, onde também estão as obras e onde também são cobradas entradas, lá, crianças de jardim de infância estavam ajoelhadas, mas não rezando. Estavam desenhando as imagens e seus significados...e cada desenho que dava até um desanimo de tentar aprender...parece que junto com todas as recomendações do trânsito já veio escrito no manual francês que eles desenhariam bem... E então é por isso que lá há proliferação de arte, há manifestação artística em tudo e por onde se olha tudo é belo!







A Vênus, de Milo



A Vitória de Samotrácia

A ala das esculturas


Este boeiro estava entre a Champs-Élysées e a Torre Eiffel

Esta escultura estava numa vitrine na Champs Elysées. É feita em ferro com pedestal de pedra. Seu criador, um espanhol. Não precisa existir o corpo, nós já vemos como ele é.
A propósito: Não era possível fotografar os alunos de desenhos, a senhora desenhando, a pintora e muito menos as crianças. Eles gostam de ser anônimos e assim acabam por ser mais conhecidos...mas os olhos e a mente registraram...








Um comentário:

Patrícia disse...

Muito boas as fotos. Guria!!!! pura arte, espalhei pro pessoal aqui.

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